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Conheça a fascinante história do buquê

22 de junho de 2018

Muito mais do que um ramalhete de flores, o buquê de casamento exerce papel importante no visual da noiva e protagoniza um dos momentos mais animados da festa, quando é disputado pelas convidadas solteiras. Mas você conhece a história do buquê e sabe da onde esses costumes vieram?

Os lindos arranjos que as noivas de hoje carregam nas mãos ao entrar na igreja podem aparecer em diversos formatos e cores, como você pode ver nas fotos que ilustram este artigo – todas com buquês da Chil Flor Eventos. Conheça a origem desse ramalhete tão tradicional para se inspirar e escolher o seu!

Um costume da Grécia Antiga

A história do buquê começa na longínqua Grécia Antiga, nos anos entre 1.100 a.C. e 146 a.C., quando os gregos foram dominados pelos romanos.

Naquela época, o costume era que as noivas se dirigissem ao altar carregando ramos de ervas aromáticas para homenagear Hera, a esposa de Zeus na mitologia grega, considerada a deusa do matrimônio, da fidelidade conjugal e da maternidade.

Como esse ramalhete também tinha a função de afastar o mau-olhado (leia-se: outras mulheres interessadas no noivo), ele incluía alguns bulbos de alho. O buquê também continha alguns ramos de cereais para que a união rendesse bons frutos ao casal.

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Idade Média: buquê coletivo e uma explicação menos encantadora

Na Idade Média, havia a tradição de que as noivas se dirigissem a pé até a igreja, recebendo ramos de flores, ervas e temperos das pessoas que ela encontrava nesse trajeto.

Dessa forma, ao chegar ao altar, a futura esposa teria em mãos uma espécie de “buquê coletivo” elaborado com os presentes recebidos em seu caminho – uma forma de levar consigo os votos de felicidade de toda uma comunidade.

Existe, porém, um aspecto bem menos encantador na história do buquê. Como você sabe, não havia aquecimento nem energia elétrica na Idade Média, o que era um empecilho muito sério para o banho durante o inverno, especialmente nos países europeus.

Desse modo, para que pudessem se apresentar ao noivo com um cheirinho mais agradável, as noivas carregavam uma grande quantidade de flores bem perfumadas até o altar, disfarçando qualquer odor estranho. Imagina-se que foi por isso que as ervas e temperos deram lugar às flores mais sofisticadas, que compunham buquês mais caprichados.

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Sentimento ao alcance das mãos

Na Era Vitoriana, que corresponde ao período em que o Reino Unido foi governado pela Rainha Vitória, de junho de 1837 a janeiro de 1901, era considerado socialmente inadequado demonstrar sentimentos por meio de palavras.

As pessoas daquela época, porém, deram um jeitinho de driblar esse aspecto cultural criando a “linguagem das flores”, na qual as cores e as espécies de cada planta tinham um significado diferente.

Dessa forma, era possível transmitir mensagens “secretas” e expressar sentimentos sem necessariamente falar sobre eles – e os buquês de casamento passaram a ser confeccionados seguindo esse princípio.

Não há registros muito detalhados sobre a linguagem das flores, mas imagina-se que alguns dos significados das cores das rosas se mantêm até hoje, por exemplo: as vermelhas estão relacionadas à paixão e ao amor romântico, enquanto as cor-de-rosa representam o carinho, as brancas simbolizam a pureza e as amarelas indicam amizade e devoção.

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Um para guardar, um para jogar

Ainda na Idade Média, conta-se que havia o costume de cortar pequenos retalhos do vestido da noiva para distribuí-los às convidadas solteiras, de forma que elas pudessem levar um pouco da “sorte” para si e também conseguissem se casar.

Com o tempo, para evitar que o vestido fosse destruído, esse papel passou a ser feito pelo buquê, que carregava todo o simbolismo das boas energias e da proteção contra os maus-olhados.

Dizem também que, em determinada época, as noivas tinham dois buquês em vez de um só. Dessa forma, um deles seria abençoado pelo sacerdote e mantido muito bem guardado em uma redoma de vidro, de preferência na sala ou no quarto do casal – pois as flores são um símbolo da fertilidade –, enquanto o outro seria arremessado às solteiras.

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Ainda hoje, mesmo sem necessariamente ter conhecimento disso, muitas noivas optam por jogar um segundo buquê às amigas, mantendo o “oficial” intacto por mais tempo. Afinal, os arranjos são tão lindos que dá pena se desfazer deles, não é mesmo?

Por isso, se você não tiver “coragem” de arremessar o seu, não se preocupe! A história do buquê já mostrou que você tem todo o direito de guardá-lo, e as convidadas solteiras vão ficar animadas do mesmo jeito se aquele que você jogar for apenas uma réplica.

Autora

Rossana Lazzarotto